A cruz da Ordem de Cristo é uma cruz vermelha com braços direitos, vazada no centro por uma cruz branca mais pequena. Torna-se um dos grandes emblemas de Portugal a partir do século XIV, quando a Ordem de Cristo sucede aos Templários no reino. Nos séculos XV e XVI, o símbolo acompanha a expansão marítima portuguesa e surge nas velas, nos monumentos manuelinos e nos objetos ligados à Coroa.
| Forma | Cruz vermelha contendo uma cruz branca |
|---|---|
| Ordem | Ordem de Cristo |
| Fundação | 1319 |
| Centro | Tomar |
| Posteridade | Expansão marítima e arte manuelina |
Porque substitui a Ordem de Cristo os Templários?
Após a supressão da Ordem do Templo, o rei D. Dinis de Portugal obtém a criação da Ordem de Cristo em 1319. Os bens e parte da continuidade institucional dos Templários portugueses passam para a nova organização.
Como reconhecer a sua cruz?
A cruz possui braços vermelhos direitos, terminados por alargamentos, com uma segunda cruz branca no centro. O site oficial Visit Portugal recorda que esta nova forma distingue a Ordem de Cristo da cruz templária.
Que papel desempenha Henrique, o Navegador?
Henrique, o Navegador, torna-se governador e administrador da Ordem no século XV. Tomar permanece o seu principal centro institucional.
Esta associação liga duradouramente a ordem às empresas marítimas portuguesas.
Porque acompanha o símbolo as navegações?
A cruz figura nas velas e na iconografia das expedições portuguesas. Torna-se um símbolo da monarquia marítima e da missão religiosa que acompanha as viagens.
Porque aparece na arquitetura real?
Sob D. Manuel I, a cruz entra no vocabulário do estilo manuelino juntamente com a esfera armilar, as cordas e as armas reais.
O símbolo da esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo formam assim dois emblemas complementares do Portugal dos Descobrimentos.
Fontes e referências históricas
O Visit Portugal reconstitui a passagem dos Templários para a Ordem de Cristo e o papel de Tomar e de Henrique, o Navegador. O Convento de Cristo conserva os principais testemunhos arquitetónicos desta história.






























