Zulfiqar, ou Dhu’l-Fiqar, é a espada lendária associada a Ali ibn Abi Talib, primo e genro do profeta Muhammad. Na arte islâmica, é frequentemente representada com uma ponta bifurcada, forma que se tornou o seu traço iconográfico mais reconhecível. Bandeiras, armaduras, sabres e talismãs ostentam a sua imagem acompanhada de fórmulas que louvam a bravura de Ali.
| Nome | Dhu’l-Fiqar / Zulfiqar |
|---|---|
| Figura | Ali ibn Abi Talib |
| Forma iconográfica | Espada de ponta bifurcada |
| Ideias | Bravura, vitória, autoridade, proteção |
| Suportes | Bandeiras, armas, armaduras, objetos devocionais |
Qual é a origem de Zulfiqar?
As coleções do Metropolitan Museum apresentam Dhu’l-Fiqar como uma arma associada ao profeta Muhammad e, posteriormente, a Ali.
As tradições relatam a sua passagem para Ali no contexto da batalha de Uhud, conferindo à espada um lugar de destaque na memória heroica islâmica.
Por que se torna a espada o seu emblema?
Ali encarna coragem, lealdade e autoridade para muitas comunidades muçulmanas.
A fórmula «Não há herói como Ali nem espada como Zulfiqar» aparece em armas e armaduras do mundo islâmico.
O sinal torna-se assim quase um retrato indireto de Ali.
De onde vem a representação bifurcada?
O Met explica que os artistas interpretaram uma tradição relativa a um entalhe na espada sob a forma de uma ponta dividida em duas.
Esta representação impõe-se na iconografia, embora não constitua uma prova material da forma histórica da arma.
Por que aparece nas armas?
As inscrições e imagens de Zulfiqar servem para invocar bravura, vitória e proteção.
O Metropolitan Museum conserva um barong das Filipinas muçulmanas com uma representação bifurcada da espada no centro da lâmina.
O motivo demonstra a enorme difusão do emblema, desde o Império Otomano até ao Sudeste Asiático.
O símbolo pertence a um único ramo do islão?
Zulfiqar tem uma importância particular na iconografia xiita devido ao lugar de Ali.
O Met recorda, contudo, que a espada também surge em contextos sunitas e num vasto espaço islâmico.
O símbolo deve, portanto, ser apresentado como fortemente ligado a Ali, sem ser reduzido a uma única comunidade.
Fontes e referências históricas
O Metropolitan Museum of Art descreve um barong que ostenta Zulfiqar e explica a formação da sua ponta bifurcada. A sua exposição Power and Piety enquadra a espada nas tradições islâmicas de proteção e bravura.






























