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1. Que energia transporta a terra da justiça? |
A terra da justiça é recolhida nas imediações de um tribunal, de um palácio da justiça, de um edifício jurídico ou de um local onde são tomadas decisões oficiais. Transporta uma energia de julgamento, clarificação e consequência. É utilizada em rituais nos quais se procura obter reparação, restabelecer uma verdade, conseguir um veredicto justo ou fazer recair uma injustiça sobre quem a cometeu.
1. Que energia transporta a terra da justiça?
A terra da justiça concentra uma vibração de verdade revelada, de responsabilidades assumidas e de equilíbrio procurado. Não é fria nem neutra: está tensa, carregada de histórias, confrontos e tomadas de decisão.
Atua nos casos em que se espera que a luz seja lançada sobre uma situação: mentira exposta, manipulação revelada, conflito decidido, dívida moral reconhecida. Não protege a todo o custo: atua de acordo com o equilíbrio. É uma terra de clareza, não de conforto.
Em certos trabalhos, também permite romper com um ciclo injusto ou com uma autoridade mal exercida. Pode apoiar um pedido de libertação jurídica, de proteção num processo ou de interrupção de um abuso de poder.
2. Onde e como recolher esta terra?
A terra da justiça é recolhida discretamente no exterior de um local oficial: ao pé das escadas de um tribunal, junto a um muro, num canteiro, à volta de uma árvore plantada no pátio ou num local por onde passem as pessoas convocadas.
Evitam-se as zonas muito visíveis. Recolhem-se três pitadas de terra, calmamente, com as mãos ou com uma pequena ferramenta discreta. Colocam-se num pequeno recipiente de vidro ou de tecido escuro (cinzento, castanho, preto).
O gesto deve ser interiormente claro: não se trata de um roubo, mas de estabelecer um contacto. Não é necessário pedir autorização a um espírito, mas basta formular mentalmente a intenção: “recolho esta terra para restabelecer o que é justo.” Não é obrigatório falar. A intenção basta.
Esta terra não deve ser misturada irrefletidamente com outras. Atua com força. Merece ser utilizada sozinha ou num contexto bem estruturado.
3. Como utilizar a terra da justiça num ritual?
A terra da justiça é colocada à volta de um nome, de um papel, de uma fotografia ou de um objeto que simbolize a situação. Pode rodear uma vela cinzenta ou preta, ou ser colocada num frasco mágico de julgamento. Atua como uma força de lembrança, de consequência e de exposição.
Pode ser colocada sob um objeto de pedido, dentro de um saquinho levado a uma audiência ou até depositada num cruzamento depois do ritual, para deixar a verdade difundir-se em todas as direções.
Também é utilizada em rituais de “retorno da falta”: se for cometida uma injustiça, utiliza-se esta terra para fazer com que a pessoa responsável enfrente os seus atos.
Não substitui uma ação concreta, mas apoia os procedimentos: clarifica, força a revelação e põe os elementos à vista.
4. O que fazer com esta terra depois do ritual?
A terra da justiça utilizada não deve ser guardada. É devolvida à terra, num local neutro, ou enterrada longe do local de habitação. Também pode ser espalhada num cruzamento ou num campo, para deixar o efeito propagar-se e dissolver-se.
Não se guarda uma terra de conflito ou de julgamento por perto. Já cumpriu o seu papel. Regressa à terra com um sopro de encerramento.
Trabalhar com a terra da justiça é aceitar que as coisas sejam reveladas. É agir para que um equilíbrio seja restabelecido, não por vingança, mas através da verdade. Esta terra não toma partido. Apresenta os factos. E é nessa neutralidade que atua com força.































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