Como talvez saiba, por trás da Aeternum está uma pequena empresa sediada na Bretanha (mais precisamente no sul do Finistère). E é bem conhecido que este território vive ao ritmo das lendas, mitos e práticas mágicas mais ou menos conhecidas (Brocéliande, Merlin, a Fada Viviane, os Alinhamentos e muitos outros). Assim, para dar destaque ao nosso belo território, publicaremos regularmente lendas pouco conhecidas da história bretona.
Esta semana, partimos para o magnífico Golfo do Morbihan para descobrir uma lenda de fantasma num velho castelo... mas prometo que não assusta! Aliás, convido-o, se estiver por perto, a visitar este muito belo castelo.

Assim, o castelo de Suscinio, majestosa residência situada na península de Rhuys, é um local marcado pela passagem de muitos duques bretões ao longo de 800 anos. Resistiu às provas do tempo para se tornar o palco de uma lenda misteriosa e bastante invulgar.

Segundo os testemunhos recolhidos ao longo dos anos, este fantasma teria locais preferidos dentro do castelo. Os sótãos e o guarda-roupa do duque, situados no terceiro andar, são os lugares onde gosta particularmente de se manifestar. Quem teve a "sorte" de o encontrar descreve aparições quase alegres, onde o espírito parece divertir-se a jogar às escondidas com os visitantes, aparecendo e desaparecendo ao seu bel-prazer.
A lenda especifica que este fantasma seria o espírito do filho de um antigo capitão da guarda do castelo. Este jovem, ligado a Suscinio em vida, teria encontrado uma forma de permanecer ligado a este lugar mesmo após a sua morte. Mas longe de assombrar o castelo numa busca de vingança ou tristeza, escolheu regressar sob a forma de um espírito brincalhão, oferecendo momentos de surpresa a quem percorre os corredores da construção.
Os relatos dizem que este fantasma simpático por vezes usa pequenos truques de magia para entreter os visitantes: portas que se fecham suavemente, ruídos leves nos corredores, ou objetos que se movem como por encanto. Mas não há intenção de assustar, pois o fantasma parece animado pela vontade de tornar o castelo vivo e habitado.
Para os visitantes da península de Rhuys, esta história é um convite a explorar o castelo com um olhar atento, pois quem sabe? Talvez tenham a sorte de cruzar este espírito benevolente ao virar de um corredor, pronto para jogar uma nova partida de escondidas...



















