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Qual é a origem do tarô divinatório?
Quelle est l’origine du tarot divinatoire ?

Guias esotéricos

Qual é a origem do tarô divinatório?

3 min de leitura

NO ÍNDICE...

 

1.  Quando é que o tarot se torna uma ferramenta divinatória?
2. Que lugar ocupa o tarot no século XX?
3. Qual é a verdadeira origem do tarot?


O tarot divinatório não nasceu para prever o futuro. No início, não tinha nada de mágico. Era um jogo. Um jogo de cartas, como tantos outros existentes na Europa do século XV. Chamava-se Tarot, Tarocchi, Tarock, consoante o país. Divertia as cortes italianas, servia de distração, desafio estratégico e passatempo nobre. Nada de feiticeiros, nada de videntes. Apenas jogadores.

Mas este jogo tem algo de particular: 22 cartas nomeadas e ilustradas de forma diferente das outras. Estas cartas, chamadas Arcanos Maiores, mostram cenas, personagens e símbolos. O Mago, a Papisa, a Morte, o Diabo, o Mundo. Estas figuras falam sem regras. Atuam sobre o imaginário. Tocam mais do que mostram. E, pouco a pouco, tornam-se algo mais do que um jogo.

1. Quando é que o tarot se torna uma ferramenta divinatória?

Só no século XVIII é que o tarot se encaminha para a adivinhação. Nessa época, as sociedades europeias redescobrem o esoterismo, os símbolos antigos e as correspondências. Procuram-se sistemas ocultos em tudo: letras, números e formas. Autores como Court de Gébelin afirmam que o tarot vem do Antigo Egito e que contém um conhecimento esquecido. A ideia agrada, embora não assente em qualquer prova histórica.


É também nessa altura que surgem as primeiras interpretações das cartas, uma a uma, já não para jogar, mas para ler mensagens. O tarot chega às mãos dos ocultistas, dos videntes e dos investigadores de sentido.

Depois vem o século XIX, com Papus, Eliphas Lévi, Oswald Wirth. Cada um contribui com a sua interpretação, o seu sistema e as suas associações: com a cabala, com os elementos e com os planetas. O tarot torna-se um suporte para interpretar o mundo, um espelho da alma e uma ferramenta de transformação interior.

2. Que lugar ocupa o tarot no século XX?

O século XX faz explodir os usos do tarot. Já não se limita a uma elite esotérica. Entra nas livrarias, nos consultórios de videntes e nas lojas especializadas. Torna-se popular, sem perder a sua aura. As figuras do tarot ganham outros rostos e outros estilos. O tarot Rider-Waite, desenhado em 1909, torna-se um modelo mundial. As suas imagens coloridas, simples e diretas tornam o tarot mais acessível.

Os psicólogos também se interessam por ele. Carl Jung, entre outros, vê nele um reflexo dos arquétipos. O tarot deixa de ser apenas uma ferramenta divinatória. Torna-se também introspectivo, evolutivo e terapêutico.

Hoje, o tarot é consultado para questões concretas ou espirituais. Acompanha decisões, ilumina momentos de transição e ajuda a interpretar o invisível. A sua origem lúdica não se perdeu. Recorda-nos que tirar cartas também é brincar com a realidade.

3. Qual é a verdadeira origem do tarot?

Historicamente, o tarot nasce no século XV, em Itália. Do ponto de vista divinatório, nasce no imaginário do século XVIII. Espiritualmente, nasce sempre que alguém o leva a sério sem querer controlar tudo. É um jogo que atravessou os séculos porque deixa espaço para o mistério, para a interpretação pessoal e para o encontro entre aquilo que vivemos e aquilo que sentimos.

A origem do tarot divinatório não é uma data. É uma transformação. E essa transformação continua cada vez que tiras uma carta.

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