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Aura de Quartzo
Quartz Aura

Grimório mineral

Aura de Quartzo

5 min de leitura

O Quartzo Aura reúne duas matérias e duas histórias: um cristal de Quartzo, nascido ou cultivado na sua forma própria, e depois uma película metálica depositada pelo atelier. A sua iridescência não imita um fenómeno antigo. Manifesta uma transformação visível, uma luz adquirida pela união do mineral e do metal.

Esta origem moderna confere à pedra uma linguagem ritual coerente: passagem de um estado para outro, irradiação, consagração da aparência, criatividade e magia da presença. Quando o revestimento contém ouro, a clareza lunar do cristal encontra a potência solar do metal.

Um cristal transformado pelo metal

O Quartzo Aura é um Quartzo natural ou cultivado cuja superfície recebe uma camada metálica extremamente fina. «Aura» designa, portanto, uma família de cristais transformados, e não uma espécie mineral. Aqua Aura, Angel Aura, Titanium Aura ou Rainbow Aura designam acabamentos cuja composição varia consoante os fabricantes.

A pedra conserva a estrutura e a dureza do Quartzo, enquanto a sua camada iridescente pertence ao atelier. Este encontro constitui todo o seu interesse mágico: o suporte representa aquilo que permanece, o metal aquilo que consagra e a nova cor aquilo que se torna visível.

Uma cor nascida à superfície

Numa câmara de vácuo, uma quantidade ínfima de metal fixa-se ao cristal. O Gemological Institute of America descreve este tipo de depósito no Quartzo e o efeito iridescente produzido pelas películas finas. A luz reflete-se a vários níveis da película, fazendo surgir azuis, dourados, rosas ou cores do arco-íris.

Esta cor à superfície confere uma imagem ritual muito clara: a matéria interior permanece a mesma, mas a relação com o mundo muda. Assim, o Quartzo Aura é adequado a trabalhos em que não se procura tornar-se outra pessoa, mas tornar manifesta uma qualidade já formada.

O legado mágico do cristal

O Quartzo transmite ao Quartzo Aura as antigas imagens do cristal de rocha: clareza, visão, verdade e adivinhação. Em The Magic and Science of Jewels and Stones, publicado em 1922, Isidore Kozminsky associa o cristal à Lua, coloca-o também sob o signo de Peixes e retoma a ideia de uma pedra que protege contra o engano.

A película metálica não elimina esta herança. Dá-lhe cor. O cristal mostra; o revestimento atrai o olhar. Num trabalho de revelação, a pedra ajuda, portanto, a unir a verdade interior à expressão exterior.

A transformação faz parte da sua identidade. O Quartzo Aura transporta a magia de uma matéria consagrada pela arte humana. A sua força simbólica reside na passagem assumida entre o estado bruto, a intervenção e o brilho obtido.

O ouro, o Sol e o brilho

O Aqua Aura histórico deve a sua cor a um revestimento de ouro, como indica um estudo de Gems & Gemology. Na magia ocidental, o ouro pertence ao Sol: autoridade, visibilidade, vitalidade, sucesso e brilho.

Um Quartzo Aura dourado ou revestido de ouro reúne assim a Lua do cristal e o Sol do metal. A Lua recebe e reflecte; o Sol afirma e irradia. A segunda-feira é adequada à preparação, à escuta e ao esclarecimento da intenção. O domingo apoia a apresentação, o reconhecimento e a entrada na luz.

Quando o metal do revestimento não é conhecido, a cor, por si só, não basta para lhe atribuir um planeta. Pode então trabalhar-se com o Quartzo, a luz e a ideia de transformação, sem forçar uma correspondência metálica.

Presença, transformação e consagração

O Quartzo Aura acompanha a magia da presença: falar em público, criação artística, lançamento de um projeto, mudança de imagem ou regresso ao espaço público. Não serve para fabricar uma aparência enganadora, mas para harmonizar o que é mostrado com aquilo que realmente existe.

Numa consagração, coloque-o junto de um objeto que vai receber uma nova função: ferramenta divinatória, adorno ritual, caderno, selo ou talismã. O Quartzo representa a continuidade da matéria; o revestimento recorda que a nova função exige um gesto, uma palavra e manutenção.

Também é adequado para ritos de renovação após um período apagado. A sua iridescência convida a retomar uma capacidade deixada de lado e a dar-lhe uma forma visível, datada e assumida.

O rito da luz adquirida

Num domingo, coloque o Quartzo Aura diante de uma vela branca ou dourada. Escreva primeiro a qualidade que deseja tornar visível e, depois, o ato concreto que lhe dará forma: apresentar um trabalho, formular um pedido, usar uma criação ou iniciar uma nova etapa.

Gire lentamente a pedra até a sua cor mudar sob a luz. Diga: «Aquilo que foi formado recebe agora o seu brilho. Que a minha aparência sirva a verdade da minha obra.» Mantenha o Quartzo junto do objeto ou texto em causa até à conclusão do ato.

Correspondências e referências

Referência Correspondência
Natureza Quartzo natural ou cultivado revestido com uma camada metálica
Astros Lua para o cristal; Sol quando o revestimento contém ouro
Elementos Água e Ar para a luz refletida; Fogo para o ouro e o brilho
Dias Segunda-feira para preparar e clarificar; domingo para manifestar
Domínios Transformação, presença, consagração, criatividade e visibilidade
Objetos associados Espelho, vela branca ou dourada, ferramenta recentemente consagrada
Imagem ritual Uma matéria estável que recebe uma nova luz
Gesto Nomear uma qualidade e depois dar-lhe uma expressão concreta
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