O Coríndon é uma matéria resistente. Composto quase inteiramente por óxido de alumínio, atinge 9 na escala de Mohs. As suas cores dão origem a nomes famosos: Rubi para o vermelho, Safira para as restantes tonalidades gemológicas. Por trás do seu brilho permanece a mesma estrutura.
As tradições antigas dizem respeito sobretudo às gemas denominadas Rubi e Safira, cuja identificação histórica pode ter abrangido outros minerais. O Coríndon em bruto requer uma leitura mais sóbria. Saturno rege a resistência, Marte o esforço, o Sol a autoridade; o Fogo põe à prova e a Terra sustenta.
Para situar esta pedra entre minerais relacionados, compare-a com Rubi, Safira e Espinélio.
Do Coríndon ao Rubi
A palavra Coríndon teria origem, através de várias línguas do Sul da Ásia, em termos relacionados com o Rubi. O Handbook of Mineralogy relaciona a sua etimologia provável com o sânscrito kurivinda, transmitido pelo tâmil.
O nome mineral reúne hoje toda a espécie Al2O3. O Rubi e a Safira não são, portanto, minerais separados, mas variedades coloridas e gemas do Coríndon.
O óxido de alumínio
O Coríndon é constituído quase inteiramente por óxido de alumínio. A sua dureza de 9 coloca-o logo depois do Diamante na escala de Mohs. Pode ser cinzento, castanho, cor-de-rosa, vermelho, amarelo, verde, azul ou violeta.
Elementos vestigiais dão cor ao cristal. O crómio produz o vermelho do Rubi; outras combinações, nomeadamente de ferro e titânio, contribuem para os azuis da Safira. A cor exprime uma variação dentro da mesma arquitetura.
Gemas, cores e confusões
O Gemological Institute of America confirma que o Rubi e a Safira pertencem ao Coríndon. Os textos antigos dedicados às pedras vermelhas ou azuis devem, contudo, ser lidos com prudência, pois o Rubi foi durante muito tempo confundido com o Espinela vermelho.
A síntese histórica do GIA mostra que vários «rubis balas» famosos eram Espinelas. O legado simbólico segue, portanto, o nome e a cor tanto quanto a identificação moderna.
A resistência não consiste em nunca ceder. Consiste em suportar a carga útil sem perder a forma. O corindo pergunta que disciplina serve realmente a obra.
Saturno, Marte, Sol e Terra
Saturno rege a duração, a restrição e a mestria. Marte proporciona o esforço; o Sol recebe a autoridade adquirida pela provação. A Terra sustenta a estrutura e o Fogo representa a pressão que revela a sua resistência.
O sábado é adequado à disciplina, a terça-feira ao esforço e o domingo à assunção de responsabilidades. Um peso, um quadrado de tecido escuro e um círculo dourado acompanham a pedra.
Resistência, autoridade e mestria
O corindo acompanha um treino, uma função exigente ou um projeto que requer uma qualidade constante. Convida a distribuir a carga em vez de contar com um impulso de vontade.
Também apoia a autoridade fundada na competência: cumprir uma regra que se aplica primeiro a si próprio e depois assumir a responsabilidade pelo resultado.
O rito da carga sustentada
Coloque um pequeno peso sobre um quadrado de tecido escuro. Ao lado, escreva a carga real que aceita e a duração durante a qual a suportará. Coloque o corindo entre o peso e a folha.
Diga: «Meço a minha força pelo que mantenho com constância. A minha disciplina dá forma à minha autoridade.» Em seguida, fixe o ritmo concreto do seu compromisso.
Correspondências e referências
| Referência | Correspondência |
|---|---|
| Natureza | Espécie mineral; o rubi e a safira são as suas variedades |
| Astros | Saturno, Marte e Sol |
| Elementos | Terra e Fogo |
| Dias | Sábado, terça-feira e domingo |
| Cores rituais | Cinzento, vermelho, azul, dourado |
| Domínios | Resistência, mestria, autoridade, constância |
| Objetos associados | Peso, tecido escuro, círculo dourado |
| Gesto | Definir a carga e a duração do compromisso |










































