A cleiofana é uma esfalerite clara, pobre em ferro, cujos cristais podem ser incolores, amarelo-pálidos ou esverdeados. Não constitui uma espécie distinta: o seu nome designa uma variedade em que o clareamento da cor permite uma melhor passagem da luz. A sua linguagem simbólica é a de uma clareza obtida por subtracção.
Surgido no século XIX, o nome não transporta uma tradição mágica antiga comprovada. A sua leitura contemporânea baseia-se na relação entre o ferro e a cor na esfalerite. O Sol revela, Mercúrio distingue, o Ar clarifica e a Terra mantém o raciocínio na matéria real.
Para situar esta pedra entre minerais relacionados, compare-a com Zincite, Esfalerite e Blenda.
Um nome de etimologia incerta
O nome cleiofana foi proposto antes de 1851 por Thomas Nuttall e publicado por Thomas H. Henry, que lhe atribuiu a origem. A nota do Mindat indica uma etimologia incerta, talvez derivada de palavras gregas relacionadas com a fama e a aparência.
É preferível conservar esta reserva a fabricar uma tradução sedutora. A clareza começa aqui pela aceitação de uma informação incompleta.
Uma esfalerite pobre em ferro
A cleiofana é uma variedade clara de esfalerite, sulfureto de zinco ZnS, com pouco ferro. A ficha da esfalerite mostra até que ponto a presença de ferro pode influenciar a cor e outras características físicas.
O Handbook of Mineralogy descreve um material com dureza de 3,5 a 4, dotado de clivagem perfeita e de um brilho que pode tornar-se adamantino. Na sua forma clara, a luz revela melhor os planos e os reflexos internos.
Nuttall, Henry e Franklin
A primeira localidade registada é Franklin, no estado de Nova Jérsia, um distrito mineiro célebre pela riqueza das suas espécies. A cleiofana foi reconhecida aí como uma expressão clara da esfalerite, e não como um material sem relação com ela.
A sua história nomenclatural ensina a observar a variação sem multiplicar as entidades. Uma diferença visível pode resultar de uma pequena quantidade em falta, de um elemento vestigial ou de uma alteração da composição.
A clareza nem sempre exige acrescentar uma resposta. Também surge quando se remove uma influência menor que ensombrece o conjunto: uma frase a mais, uma prioridade parasita, uma fonte mal escolhida.
Sol, Mercúrio, Ar e Terra
O Sol rege a visibilidade e a luz que atravessa a pedra. Mercúrio recebe o discernimento, a triagem e a mensagem despojada de um desvio desnecessário. O Ar clarifica; a Terra verifica se essa clareza assenta em factos.
O domingo é adequado para trazer algo à luz e a quarta-feira para o trabalho editorial. Uma folha branca, um vidro transparente e um fio amarelo acompanham a pedra sem a sujeitar a uma exposição intensa.
Clareza, triagem e sinal
A cléiophana acompanha uma releitura, uma escolha entre várias opções ou a simplificação de um projeto. Convida a procurar o pequeno fator que perturba a mensagem, em vez de reconstruir todo o conjunto.
É adequada a situações em que a sobrecarga se faz passar por riqueza. Retirar um elemento não empobrece necessariamente a obra: pode tornar a sua intenção mais visível e a sua utilização mais fácil.
O rito do ruído retirado
Escreva a sua intenção numa frase, numa folha branca. Sublinhе as três palavras sem as quais perderia o sentido. Depois, risque uma palavra, tarefa ou influência que não ajude nenhuma das três. Coloque a cléiophana ao lado do texto.
Diga: «Conservo o sinal e retiro o que o encobre. A clareza mostra-me o próximo gesto.» Reescreva a frase uma última vez e, em seguida, realize esse gesto.
Correspondências e referências
| Referência | Correspondência |
|---|---|
| Natureza | Variedade clara e pobre em ferro de esfalerite |
| Astros | Sol e Mercúrio |
| Elementos | Ar e Terra |
| Dias | Domingo e quarta-feira |
| Cores rituais | Branco, amarelo-pálido, verde-claro |
| Áreas | Clareza, triagem, releitura, discernimento |
| Objetos associados | Folha branca, vidro, fio amarelo |
| Gesto | Remover uma influência que perturba o sinal |










































