A Albite apresenta uma brancura atravessada por reflexos nacarados, cinzentos ou azulados. Os seus planos nítidos captam a luz como páginas sobrepostas, prontas a receber uma nova ordem.
Esta aparência assenta-lhe bem: a Albite é o polo sódico da grande família dos Plagioclases. No trabalho simbólico, torna-se uma pedra de clarificação, de recomeço e de início escrito com precisão.
Para situar esta pedra entre minerais relacionados, compare-a com Feldspato, Labradorite e Pedra da Lua.
O polo branco dos Plagioclases
A Albite é um Feldspato sódico de fórmula NaAlSi3O8. Constitui um dos dois polos da série dos Plagioclases, sendo o outro a Anortite, rica em cálcio. Surge em granitos, pegmatitos e várias rochas metamórficas.
A ficha da Mindat apresenta as suas características e as suas numerosas ocorrências. A base RRUFF disponibiliza dados espectroscópicos úteis para a sua identificação.
Um nome atribuído em 1815
Johan Gottlieb Gahn e Jöns Jacob Berzelius deram o nome Albite em 1815, a partir do latim albus, «branco», em referência à sua cor habitual. A ficha mineralógica da Webmineral conserva esta referência histórica.
O mineral já existia nas rochas muito antes de receber este nome, mas nenhuma pedra antiga chamada Albite pode ser reconhecida com certeza nos lapidários. A sua correspondência mágica específica pertence, portanto, a uma construção moderna.
A página em branco e o plano claro
A brancura da Albite evoca a folha livre de rasuras. As suas clivagens nítidas acrescentam a imagem da organização, da separação dos planos e de uma ordem que se pode reler.
A página em branco não é o vazio: é um espaço que ficou disponível. A Albite acompanha o momento em que se retiram as instruções antigas, as tarefas ultrapassadas e as formulações confusas, para estabelecer uma estrutura mais clara.
Lua, Mercúrio, Ar e Água
A Lua é adequada à brancura, à receção e à renovação dos ciclos. Mercúrio rege a classificação, a linguagem e os métodos. O Ar clarifica as ideias; a Água suaviza o que deve ser reorganizado.
A segunda-feira acompanha novos começos pessoais; a quarta-feira, os processos e os estudos. Uma folha branca, um lápis cinzento e uma taça vazia compõem um altar em sintonia com a pedra.
Clarificar, classificar, recomeçar
A Albite acompanha a triagem de um espaço, a reformulação de um horário, o início de uma aprendizagem e a retoma de um texto que se tornou confuso. Convida a distinguir o que deve permanecer, o que muda de lugar e o que pode ser retirado.
Colocada perto de uma agenda, serve de testemunho de uma organização simplificada. Também é adequada para transições em que ainda não se conhece toda a sequência: basta então tornar claro o próximo gesto.
O ritual da folha nova
Numa segunda-feira, pegue numa folha em branco e escreva apenas três títulos: guardar, deslocar, retirar. Distribua sob cada um os elementos do projeto ou da situação. Coloque a Albite sobre a página.
Diga: «Torno o espaço claro e começo pelo que pode ser nomeado.» Faça imediatamente uma ação de cada categoria, mesmo que muito breve, e depois date a folha.
Correspondências e referências
| Referência | Correspondência |
|---|---|
| Natureza | Feldspato sódico, polo dos plagioclases |
| Nome | Do latim albus, «branco», 1815 |
| Astros | Lua e Mercúrio |
| Elementos | Ar e Água |
| Dias | Segunda-feira e quarta-feira |
| Cores rituais | Branco, cinzento, prateado |
| Áreas | Triagem, método, retoma, novo começo |
| Gesto ritual | Distribuir entre guardar, deslocar e retirar |










































