René Schwaeblé nasceu em Paris em 1873 numa família de origem alsaciana. Jornalista, romancista e ensaísta, atravessou o final do século XIX e o início do século XX num clima marcado pelo gosto pelo fantástico, pelas ciências ocultas e pelas sociedades iniciáticas. O seu nome permanece hoje ligado à literatura esotérica francesa, embora a sua obra ultrapasse largamente este único domínio. Escreveu tanto romances populares como textos dedicados a fenómenos estranhos, à sorte, às influências invisíveis ou às tradições secretas. Muito ativo nos meios literários parisienses da Belle Époque, René Schwaeblé colaborou com vários jornais e revistas. A sua escrita direta, imagética e acessível permitiu-lhe alcançar um vasto público. Ao contrário de alguns ocultistas da sua época que redigiam obras complexas reservadas a círculos fechados, Schwaeblé adotou um tom vivo e concreto. Os seus textos misturam erudição, anedotas, relatos populares e referências a práticas antigas. Esta forma de escrever explica em parte o sucesso alcançado por várias das suas obras sobre temas variados: superstição popular, magnetismo, sorte, feitiçaria, influências ocultas, tradições mágicas europeias ou lendas.



























































































































