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1. O hoodoo: uma magia prática |
O hoodoo e o vaudou são duas práticas de origem africana presentes na América, mas não têm as mesmas raízes, nem as mesmas funções, nem a mesma estrutura. Por vezes são confundidas erradamente, pois utilizam alguns elementos semelhantes, como velas, espíritos ou altares. No entanto, não se baseiam na mesma visão do mundo.
O hoodoo é uma magia prática, o vaudou é uma religião organizada.
1. O hoodoo: uma magia prática
O hoodoo é uma prática popular, individual, flexível, sem dogmas. Não há templo, nem sacerdote, nem hierarquia. Transmite-se oralmente, nas famílias, nas comunidades, ou através de grimórios. Baseia-se em gestos simples, objetos acessíveis, orações bíblicas, ervas locais, saquinhos, velas.
O objetivo é agir concretamente na realidade: atrair, afastar, abrir uma porta, proteger uma casa, obter justiça. Não requer iniciação. Pode ser adaptado a cada pessoa, a cada situação.
O hoodoo está centrado na eficácia do gesto, não na relação com um panteão.
2. O vaudou: uma religião completa
O vaudou (ou vodou) é uma religião estruturada, com os seus templos, sacerdotes, ritos de iniciação, divindades chamadas loas. Vem de uma mistura entre as tradições africanas da África Ocidental (nomeadamente do Benim) e o catolicismo. Está particularmente presente no Haiti, na Louisiana e em África.
Os praticantes do vaudou entram em relação com espíritos, oferecendo-lhes cerimónias, cânticos, danças. Cada espírito tem as suas cores, símbolos, preferências. Não se pode improvisar. É necessário conhecer, respeitar, e formar-se junto de um iniciado.
O vaudou não procura apenas a eficácia. Procura também a comunhão, o respeito pelo mundo invisível, a cura coletiva.
3. Dois caminhos diferentes
O hoodoo é uma ferramenta. O vaudou é um caminho de fé. O hoodoo pode ser praticado por alguém não crente, o vaudou exige um envolvimento espiritual. O hoodoo é americano, improvisado, enraizado na sobrevivência. O vaudou é africano na sua base, codificado, simbólico.
Pode praticar-se um sem o outro. Também podem ser combinados, mas é preciso compreender a sua origem para os honrar corretamente.
















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