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Deve acender-se a dagyde de um só golpe ou em várias etapas?

Deve acender-se a dagyde de um só golpe ou em várias etapas?

NO ÍNDICE...

 

1. Por que queimar a dagyde de uma só vez?
2. Quando se pode queimar a dagyde em várias vezes?
3. Como saber se é possível interromper?


A chama de uma dagyde marca o início do trabalho. Acender a vela é ativar a intenção. Deixá-la queimar até ao fim é acompanhá-la até ao seu termo. Mas, em certas situações, podemos perguntar: é possível fazer este trabalho em várias vezes? Ou a dagyde deve consumir-se de uma só vez, sem interrupção? A resposta depende do tipo de ritual em curso. O ritmo do fogo segue o ritmo da intenção.

1. Por que queimar a dagyde de uma só vez?

Porque o trabalho mágico segue um impulso. Uma intenção posta age como um fio esticado entre o início e o fim do ritual. Cortar esse fio pode dispersar a energia, enfraquecer a mensagem ou impedir a conclusão. Deixar a dagyde queimar de uma só vez permite uma ação contínua, concentrada e fluida.

Este modo é particularmente adequado para rituais de libertação, corte, proteção ou banimento. Estes trabalhos exigem um gesto claro, sem retrocesso. O fogo atua como um canal claro. Ele atravessa a intenção sem interrupção.

2. Quando se pode queimar a dagyde em várias vezes?

Alguns rituais podem prolongar-se por vários dias. É o caso dos trabalhos de abertura, apoio, transformação lenta. Neste caso, acendes a dagyde todos os dias à mesma hora, durante alguns minutos, retomando o fio do trabalho. Não colocas uma nova intenção. Reavivas a mesma.

Mas atenção: a interrupção entre as fases deve ser consciente. Apagas a chama com respeito, encerrando provisoriamente. Depois retomas num estado de espírito alinhado. Não é uma pausa esquecida. É um ritmo ritualizado.

Também podes trabalhar por ciclos lunares ou em várias fases simbólicas, desde que tenhas definido esse quadro desde o início.

3. Como saber se é possível interromper?

Escutas o conteúdo do ritual. Se se tratar de uma ação rápida, de um gesto forte, de uma necessidade de cortar ou libertar, escolhes uma só vez. Se for um acompanhamento suave, um enraizamento progressivo, podes considerar um trabalho em várias etapas.

Mas em todos os casos, não deixes a chama apagar-se sozinha sem intenção. Uma extinção não desejada pode marcar uma interrupção energética, uma resistência, um enfraquecimento. Se isso acontecer, observas, ajustas, podes recomeçar com uma nova vela.

Acender uma dagyde é desencadear um processo. Fazer isso de uma só vez ou em várias não muda o essencial. Mas o ritmo escolhido deve seguir a coerência do teu compromisso.

Olivier d’Aeternum
Par Olivier d’Aeternum

Apaixonado pelas tradições esotéricas e pela história do oculto desde as primeiras civilizações até ao século XVIII, partilho alguns artigos sobre estes temas. Sou também co-criador da loja esotérica online Aeternum.

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