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Como fazer um trabalho de amor com uma vela dagyde?

Como fazer um trabalho de amor com uma vela dagyde?

NO ÍNDICE...

 

1. Que dagyde escolher para um trabalho amoroso?
2. Como colocar a intenção na dagyde?
3. O que fazer durante o ritual?
4. O que fazer depois?


A vela dagyde pode servir para alimentar um vínculo afetivo, reforçar um sentimento, atrair uma pessoa ou trabalhar a harmonia numa relação existente. Num ritual amoroso, torna-se uma presença simbólica, um elo entre a tua intenção e o coração visado. Não força o outro. Orienta uma energia. Abre uma porta. Não é uma ferramenta de controlo. É um canal para estabelecer um vínculo sincero.

1. Que dagyde escolher para um trabalho amoroso?

Podes usar uma dagyde vermelha ou rosa. O vermelho trabalha a atração, a paixão, o calor. O rosa atua na afeição, na escuta, na ternura. Se trabalhares numa relação já estabelecida, o rosa é mais adequado. Se procuras reacender uma chama ou atrair um olhar, o vermelho pode acompanhar o gesto.

Escolhes uma dagyde que represente a pessoa visada, ou duas dagydes se trabalhares num vínculo de casal. Nesse caso, colocam-se frente a frente, ou ligeiramente inclinadas uma para a outra.

2. Como colocar a intenção na dagyde?

Seguras-na entre as mãos. Escreves um nome ou uma palavra-chave nela. Também podes colocar um óleo associado ao amor (como jasmim, rosa, canela) no peito, no coração ou na cabeça. Falas-lhe suavemente. Dizes: "Tu carregas este vínculo, abres este coração, trazes a harmonia."

Se trabalhares para ti, carregas a dagyde como um reflexo da tua necessidade afetiva: ser visto, amado, ouvido. Não pedes um nome específico. Chamas uma qualidade de relação. Não é uma ordem. É um convite energético.

Podes rodear a dagyde com pétalas, mel, açúcar ou objetos ligados ao casal (jóia, foto, recordação). Cria um espaço suave, acolhedor, estável.

3. O que fazer durante o ritual?

Acendes a dagyde em silêncio ou com uma intenção definida. Visualizas um vínculo a criar-se, um calor a difundir-se, um diálogo a abrir-se. Não pedes uma resposta imediata. Deixas a chama agir como um chamado calmo.

Se trabalhares com duas dagydes, podes ligar os seus corpos com um fio vermelho ou rosa. A cera que escorrer formará uma marca do vínculo. Podes observar se se inclinam uma para a outra, se uma chama vacila ou resiste. São sinais. Não precisas de compreender tudo. Observas, sentes, deixas acontecer.

4. O que fazer depois?

Recolhes os restos de cera. Podes enterrá-los juntos se quiseres selar um vínculo. Podes lançá-los num rio se quiseres deixar ir o que foi expressado. Também podes queimar uma pequena parte da cera restante numa vela nova, para reativar o trabalho mais tarde.

Fazer um trabalho de amor com uma vela dagyde é abrir uma porta com suavidade, sem insistir, sem forçar. É colocar uma presença, um desejo, uma energia clara. E deixar a chama falar ao ritmo do coração.

Olivier d’Aeternum
Par Olivier d’Aeternum

Apaixonado pelas tradições esotéricas e pela história do oculto desde as primeiras civilizações até ao século XVIII, partilho alguns artigos sobre estes temas. Sou também co-criador da loja esotérica online Aeternum.

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